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Do frango se exporta tudo, menos o coraçãozinho

27/07/17

Apetite dos brasileiros por coração de frango não deixa sobrar quase nada para outros países. No ano passado foram consumidos mais de 5 bilhões de unidades.
Brasileiro gosta tanto de coraçãozinho de frango que quase tudo o que se produz no país é consumido aqui mesmo, nos rodízios de restaurantes, nos espetinhos de rua, em farofas e no churrasco de final de semana com a família e os amigos.
Em termos de valor agregado, o coraçãozinho de galinha não tem rival entre as miudezas. “Sempre foi, de todos os miúdos, o mais valorizado. Chega perto do final do ano, na época de festas, o preço do coraçãozinho dispara”, observa Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias Avícolas do Paraná. Atualmente o produto sai do abatedouro ao preço médio de R$ 10 a R$ 11 por quilo. Chega ao consumidor custando entre R$ 18 e R$ 20. A moela que vai para o Japão, por exemplo, é vendida pela indústria por R$ 7 o quilo, enquanto o fígado sai da linha de produção por R$ 2 o quilo.
Haja corações para atender o apetite do mercado interno. No ano passado as granjas brasileiras produziram 5,86 bilhões de corações de frango. Para alcançar um quilo, é necessário abater entre 85 e 100 aves. Quantidade suficiente para encher apenas três espetos dos 20 servidos diariamente na churrascaria Tropilha, no centro de Curitiba. Os corações são temperados com vinho branco, sal e salsinha. “Ah, no rodízio sai muito bem. O pessoal gosta de comer como petisco. Se temperar com cerveja fica muito bom também”, revela o proprietário, Laudir Ongaratto.
Na churrascaria de Laudir, o coraçãozinho de frango se mantém há bom tempo na parte de cima da tabela dos pedidos mais insistentes aos garçons, ao lado da fraldinha, picanha e costela.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

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